domingo, 1 de novembro de 2020

Morreu Carlos Pereira Mano, fundador e sócio número um do Grupo Desportivo Cova-Gala

Carlos Pereira Mano,  "O Lhitas", sócio nº. 1.  "Como reza a história do Grupo Desportivo Cova-Gala, foi um dos fundadores do Clube.  


Marcou a história do Grupo Desportivo Cova Gala. Foi um dos fundadores e sócio número um. Lutou, com humildade e trabalho em prol da dignificação do desporto.

Aquilo que vai ficar na memória dos desportistas  e do povo da Cova e Gala  é a sua dedicação ao Grupo Desportivo Cova-Gala.

Fazer obra, é um trabalho que se faz com paixão e muito sacrifício. 

Confessou um dia que "gostaria que as pessoas da Cova Gala  o recordassem, como alguém que ajudou a fundar o GD da Gova Gala e dessem o seu nome ao Campo de Jogos. Era  a melhor homenagem que me poderiam fazer".

Como reza a história, foi um dos fundadores  do Grupo Desportivo Cova-Gala. 

Mesmo antes  da  fundação oficial do Clube (5 de Outubro de 1977) era já um entusiasta da  prática do futebol, como desporto para crianças. 

Sentimentos à família.

domingo, 4 de outubro de 2020

5 de Outubro de 1977/5 de Outubro de 2020


 "Por uma Fraterna União"
«Este é o dia em que todos os que vivem o dia à dia, os que passaram por este humilde clube estão de parabéns, estamos a festejar 43 anos de história, suor e muito amor por este clube. Devido às circunstâncias que vivemos, não é possível fazer uma cerimónia digna. Deixaremos essa festa para a inauguração do relvado sintético, essa é a prenda que os que amam este clube merecem e desejam.
Que este clube continue a formar homens para o futuro e que o nosso lema esteja sempre presente.»

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Agradecimento de André Mora na hora da despedida como presidente do Grupo Desportivo Cova-Gala

Caros Cova-Galenses, 

Hoje, desembarco deste navio, que assumi "timonar" nuna das piores tempestades em que estivemos à deriva. Se bem se recordam 3 anos à ré e, ninguém, queria pegar no leme. Estava tudo exausto, farto de promessas, e sem motivação para voltar a tentar! 

Curiosamente, por mero acaso, nesse dia decidi estar presente na Assembleia Geral em que unanimemente se decidiu que não valia a pena continuar a lutar, e que: "se o clube tiver de fechar, então que feche". 

Nesse momento percebi que, mesmo até à data, tendo dado pouco ao clube (2 anos como atleta), já na família tivera exemplos de grande entrega à instituição. 

Tinha chegado a minha vez... fui à procura de um Mestre que me pudesse ensinar. Ninguém melhor para tal que o melhor que esta terra já vira nascer, João Gomes, mais conhecido como Leal. Foi com ele a primeira conversa. Foi o João com todo o seu amor pelo clube que disse: "André... Tens vontade de fazer uma direção? (...) Não precisas de responder! Eu ajudo-te! Escreve aí..." 

Foi assim que começou esta campanha de 3 anos que todos nós vivenciámos. 

Nesta viagem, começámos por voltar a ser nos próprios! Por alavancar o número de equipas e jovens e até reativámos os escalões de futebol 11 de formação. Eramos 26 nessa altura lembram-se? Depois? 

Fizemos obras: pintamos os muros, requalificámos balneários, colocamos iluminação no campo de futebol 11 (já contávamos umas dezenas de anos desde a última vez em que houve jogos oficiais à noite), requalificámos a sede, o espaço envolvente; 

Tornamo-nos parceiros: Recebemos alunos de escolas como estagiários; 

Legalizámos: a cedência do campo entre a CMFF e o clube; 

Candidatámo-nos: Fizemos projetos para a requalificação do campo de futebol 11 e dos balneários para várias candidaturas ao IPDJ (deixo aqui uma palavra especial ao Fábio Matias que foi imprescindível no processo), candidatámo-nos a apoios Camarários e fizemos exposições à JFSP a fim de solicitar apoio para os atletas mais carenciados; 

Informatizámos: as fichas de sócio, o pagamento de mensalidades, a imagem e o marketing do clube, chegamos até às redes sociais; 

Reformulámos: os nos de sócio, os cartões de sócio, os equipamentos dos atletas, entre outros; 

Ganhámos: Prémio de mérito associativo, atletas, adeptos, sócios, amigos e FUTURO!; 

Implementámos: Novas e várias formas de receita e angariação de fundos; 

Organizámos: Festivais do Sável e da Lainpreia, Festival da Sardinha, Festa das Sopas, Tasquinhas de São Pedro, Tasquinhas de São João, Carnaval, Torneios de futebol 5, Solteiros vs Casados, entre outros.... 

Tivemos estádio por 1 dia: quando recebemos as mais de 1500 pessoas para o jogo mais mediático destes 42 anos de história, com a Naval; 

Parece que já disse tanto e na verdade ficou tanto por dizer, mas nem tudo foram mares pacatos. Recordam se talvez que: 

Fomos furtados: 2 vezes na nossa sede, uma 3ª. em que nos roubaram e vandalizaram a carrinha. 

Não nos foi dado: apoio às candidaturas que apresentamos ao IPDJ, nem apoio a jovens carenciados pela JFSP; 

E, mais tarde para "ajudar", tivemos a visita da Leslie! Ela que, no meio do percurso, nos "mandou ao chão"! Foi, só com a resiliência de todos, possível reerguermo-nos! 

Levarei para sempre na memória, os dias seguintes em que mais de uma centena de pessoas, oriundas das mais diversas freguesias do concelho, se juntaram para: "à vassourada" limpar o campo de futebol 7 da JFSP, cedido ao G.D. Cova-Gala. 

Tudo isto, nos exigiu um esforço adicional, mas demonstramos estar mais uma vez à altura de dar resposta rápida e, no final, após apresentação dos prejuízos, tivemos o apoio da CMFF e acabámos por conseguir requalificar os espaços envolventes e a iluminação LED para o campo de futebol 11. 

A concretização do relvado no campo foi sempre a bandeira primeira. Foi exigente a negociação com a CMFF, mas lá fomos navegando. 

Recordo-me como se fosse hoje, de me sentar à mesa com o saudoso e meu, e nosso, Amigo Ataíde, nas tasquinhas de São João e de lhe explicar o nosso projeto, de o defender e apresentar uma solução para redução de custos, felizmente aceite. No final da conversa, levantei-me "de barriga cheia" com mais 20.000€ garantidos para o NOSSO projeto, por parte do Município e a garantia de que a obra que avançaria... Desengane-se quem achar que foi coisa pouca! Falamos de uma poupança de mais de 40.000€. 

Houve na continuação muitas batalhas, muitos projetos, inuitas alterações e contratempos, como já tivemos a oportunidade de conhecer. Foi a ausência da concretização dos sintético no primeiro mandato que me conduziu à recandidatura, 

Aí, a nova direção já conhecia a minha nova situação profissional, e sabia que o tempo não iria ser o mesmo. Desde a primeira hora deixei bem claro que as minhas prioridades seriam as relações institucionais com CMFF e JFSP e o projeto do relvado sintético. Houve porém uma fase inicial em que ainda me foi possível acompanhar tudo de perto. Em Novembro do ano passado acordei com a restante Direção, apenas lutar pelo sintético, ficando mesmo decidido em reunião que a restante direção teria poderes de decisão na minha ausência, pelo que nos reestruturainos internamente. 

Ao longo do tempo, sempre tivemos o foco na instalação do piso de relva sintética no campo de futebol 11 e como tal iniciamos desde o crepúsculo matinal a venda de quadrados para a angariação da verba que nos cabia. Deixámos, ainda assim, outros projetos feitos para futuro, como: 

Novos balneários; Bilheteira; WC públicos junto aos campos.

Reitero, antes de me despedir, que o convite feito pelo Sr. Presidente da JFSP na assinatura do protocolo, para que o pontapé de saída fosse dado pelo estimado e respeitável Presidente da AM da CMFF, seja revisto! 

Na minha opinião: a inauguração do espaço e o pontapé de saída deste novo campo, tem de ser feito pelos sócios fundadores do clube e sem esquecer o nosso Amigo Carlos Mano (Lhitas). 

Em 21 junho de 2009, já Carlos Simão, Presidente da JFSP, dizia: “A questão do campo de relva sintética é um assunto que está em cima da mesa." 

Hoje, com o sentimento de missão cumprida, após 3 projetos minuciosamente elaborados e apresentados para o sintético, sem sucesso, e 3 anos de luta também minha a findarem quase 20 de tentativa também minha a findarem quase 20 de tentativas, despeço-me de todas e todos vós com um OBRIGADO e subscrevendo as palavras do Presidente da CMFF "Com a assinatura deste protocolo tri-partido e com o concurso público a terminar no próximo dia 7, diria que as obras começam este ano".

Por uma Fraterna União! 

André Mora 

sábado, 16 de fevereiro de 2019

A propósito do COVA-GALA/NAVAL1893 de amanhã

Carta aberta de Pedro Agostinho Cruz:


A minha paixão pelo futebol popular é do tempo em que Jorge Costa era como o Vinagre, o Secretário era como Rui Camarão e o João, bem o João Camarão não era como ninguém. Era uma jogador diferente de todos os outros, cabeça levantada, peito para frente, rasgava o campo como um bote rasga o Mondego.
Cresci na bancada de areia a ver o Cova-Gala, sem Ronaldos nem Messis. Os meus craques eram estes: o João Camarão, o Gaffas, o Bertier e o João Carlos - este último ainda dá o ar da sua graça com 47 anos. Incrível!
As pevides eram as batatas fritas e no meio deste reboliço temporal sem dar por isso já alimentava o meu gosto pelo jornalismo. Domingo era dia de futebol. Ponto final!


Naquele tempo o ponto de encontro era o Dory, o café do meu tio. Partilhávamos os dois a paixão pelo futebol popular. Pelo Cova-Gala.
Anos depois dei por mim a seguir a equipa de Juniores. Que equipa caramba!
O Custódio Cruz, era o meu Mourinho da distrital: Lambreta, Fábio, Tuka, João Daniel, João Vasvo , Dany, Rafa, são nomes de alguns dos protagonistas que nos fizeram sonhar. Amanhã, parte deles vão estar a pisar o pelado do sintético prometido. Uns defendem as cores da cidade outros da aldeia. Sim também passa por ai este derbi inédito. 


Hoje, falamos dos bebés do Bruno Lage. Esqueçam isso! Falem-me dos bebés dos manos Camarão: o Zé Pedro, o João Pedro Camarão e João Carlos Jr. que foram campeões distritais pelos infantis do Cova-Gala e que tantas alegrias nos deram domingo após domingo, onde as duas mãos não chegavam para contar o número de golos que esta máquina fabricava constantemente. Amanhã, são estes os homens que nos vão fazer sonhar.
Sintam, amem o jogo como o nosso “Lhitas” ama o Cova-Gala. Fintem as adversidades como o João Carlos fintou a morte. Mostrem do que somos feitos - homens do mar.
Amanhã, a esta hora o impossível está apenas a um passo da vossa superação. Lembrem-se das palavras do “Lhitas” só isso.
A nossa identidade, carácter terá sempre um nome - GRUPO DESPORTIVO COVA-GALA.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

No domingo há festa

Domingo vai ser um dia especial



Aquele cheiro a futebol genuíno... a gravilha agarrada às sapatilhas...
Domingo há dérbi entre Grupo Desportivo Cova-Gala e a Associação Naval 1893 para a Taça da AF Coimbra, mas são as histórias dentro desta história que dão um orgulho imenso partilhar.
Para ler, hoje, no Diário As Beiras.